sábado, 12 de novembro de 2011

[Livro] Hell Yes - Capítulo 11: A Maldição das Rainhas

- Jennifer, querida. Aprecio sua lealdade a mim, mas se não chegares com boas notícias, creio que terei de enfiar uma estaca em seu coração – A voz de Emerald era doce e suave, e por isso era tão macabra. 

- Desculpe-me Rainha – Pediu Jennifer, ajoelhada no chão – Mas só o que posso dizer é que os demônios estão desesperados.

- Hum – Emerald colocou a mão no queixo e olhou pro lado, estava considerando a idéia.

Em seus 800 anos, nunca rinha visto demônios desesperados. Alguns planos eram formados por eles, e algumas catástrofes aconteciam por culpa deles e os humanos nem imaginavam. 11 de Setembro foi um deles, afinal, qual ser humano iria se matar dentro de aviões se não estivesse possuído?  Mas, os acontecimentos de agora pareciam ser um pouco mais sérios. Várias pessoas estavam saindo do inferno, e Emerald e Minerva sabem que toda alma é preciosa, mas Minerva tirou muitos deles de lá. Isso significa que o plano é grandioso, mas ainda assim um mistério. Se Minerva quisesse dominar o mundo, era só tirar os demônios mais poderosos do inferno e aniquilar a raça humana, mas ao invés disso, tirou seres humanos que a única coisa que têm em comum é o fato de terem sido mandados para o inferno por pactos de algum parente que entregou sua alma em troca de seus benefícios. Isso tinha que significar alguma coisa, não?

- Não consigo compreender... – Emerald voltou a olhar Jennifer, que estava de cabeça baixa – Para que Minerva criou um bando de criaturas que depois da transformação ficam sem inteligência alguma? Eles são côo animais, só pensam em comer, não conseguem nem formar estratégias pra se alimentar.

- Eu não sei, Rainha.

De repente, Emerald fitou o enorme corredor que ia direto ao Hall da mansão. Jennifer notou sua mudança e olhou para ela. Logo depois olhou pra trás, só pra ver se havia alguém ali, mas nada foi visto. Seria um espírito?

- O que estamos olhando? – Perguntou Jennifer.

- Minerva está aqui.

- Onde? – Jennifer olhou para o outro lado, mas não viu ninguém.

- Bem ali – Emerald virou-se pro corredor assim como Jennifer e viram Minerva parada diante delas.

Misteriosamente, a luz de um relâmpago iluminou a mansão e logo depois veio o barulho de um trovão. Estava começando a chover, Emerald podia ouvir os pingos da chuva se espatifando no chão.

Jennifer, apesar de estar morta, quase pôde sentir seu coração bater novamente de tanto medo. A garotinha a sua frente com a boneca de pano roxo nas mãos era a coisa mais sinistra que ela já viu em toda sua vida. Tão angelical, tão doce, tão perturbadora.

- Finalmente – Emerald sorriu.

- Olá rainha Emerald, me chamo Minerva, prazer em conhecê-la.

- Pena que não posso dizer o mesmo – Ela tomou um gole de seu champanhe e continuou a fitar Minerva.

- Estou aqui por causa de nossas desavenças. Creio que exista um conflito entre nossos interesses.

- Não diga... – Emerald sorriu, mais falsa impossível.

- Eu preciso realizar fatores que me beneficiem, mas creio que você não concorda com muitos deles.

- Se você está falando sobre matar pessoas na minha cidade, está certa. Devo pedir que pare.

- Não posso, Rainha – Minerva em nenhum momento mudou sua expressão, continuou séria e angelical ao mesmo tempo – Está fora de questão.

- Então temos um grande problema.

De repente, doze vampiros cercaram as portas da sala da piscina. Minerva olhou para cada um dos grupos, ainda não estavam com as presas de fora, mas estavam bastante preparados para atacar. Ela olhou para Emerald novamente e sorriu, finalmente o rosto angelical ficou diabólico, mas isso não atingia Emerald, ela tinha um ego de 800 anos e se achava uma das criaturas mais poderosas. Ou pelo menos, a mais poderosa entre os vampiros.

- Rainha Emerald, por favor – Pediu Minerva – Não concordamos em algumas atitudes, mas ainda sou a Princesa intermediária e você a Rainha dos vampiros. Não podemos travar uma batalha, pois nossa existência é muito importante nos dois mundos.

- Muito bem – Emerald levantou-se e deu dois passos na direção de Minerva – Então, pare de matar as pessoas da minha cidade e leve seu plano diabólico por diabo que te carregue. Porque eu não quero deixar de viver a vida que eu vivo por sua causa.

- Não estou pensando em destruir a Terra, ainda, só posso dizer que minhas intenções são secretas e que você não perderá a vida que tem.

- Cai fora daqui ou eu mato você, Suri Cruise.

- Isso não vai acontecer – Os olhos de Minerva ficaram roxos, foi o que bastou para Emerald ser lançada pelos ares até a piscina.

Os vampiros que estavam esperando nas portas soltaram suas presas e prepararam-se para atacar, mas em fração de segundos Emerald saiu da piscina e ficou novamente cara a cara com Minerva, que sorria diabolicamente. A água pingava do vestido de Emerald e sua maquiagem derramava em seu rosto, parecia que ela havia chorado. E sua expressão era de fúria. Ela era uma Rainha, como um demônio ousava humilhá-la desse jeito na frente de todos?

- Você acabou de assinar sua sentença de morte, Garotinha.

- Me desculpe por isto, mas não desistirei de meus objetivos. Espero que mude de opinião – Minerva deu meia volta e desapareceu pelo corredor.

Emerald suspirou, não sabia que expressão usar para seus vampiros subordinados começarem a pensar que aquilo não a atingiu. Ela estava fervendo de raiva, pela primeira vez.

- Jennifer, levante-se – Emerald estendeu a mão para ela e a levantou – Ouçam todos vocês – Ela virou-se para os vampiros – De agora em diante, não importa mais o que Minerva está planejando. Não importa se ela mate um de vocês ou todos e não importa que fomos feitos para o mal. Seja lá o que ela quer, vamos impedi-la, nem que seja a ultima coisa que façamos na vida.

--

- Devo matá-lo, mestre? – Perguntou a vampira Rhonda para Penn, enquanto dava uma pausa em sugar o sangue daquele desconhecido.

- Sim, você pode. Não estamos na cidade da Rainha, você pode desmembrá-lo à vontade – Penn sorriu, aquela cena estava lhe dando água na boca.

Rhonda abocanhou mais uma vez o pescoço do pobre homem, que ainda havia sido hipnotizado para suas dores triplicarem. Outra vampira mordeu seu peito, estavam se alimentando completamente. Penn via a agonia do homem e deu um sorriso, mas não era malicioso, era como se estivesse feliz vendo aquilo.

- Tentem não chamar muita atenção, garotas, não quero problemas com humanos – Penn deu as costas para as vampiras que nem ouviram sua voz de tão concentradas no que estavam fazendo.

Ele caminhou devagar pelo décimo andar, foi onde encontrou uma sala perfeita para ser seu escritório há semanas atrás. E só de pensar que depois ele tinha que sair era deprimente, talvez esta fosse a única parte ruim em ser um vampiro. Ele passou por um sofá coberto de sangue onde dois vampiros estavam se beijando e tomando seu próprio sangue com mordidas um no outro.

- Meninos, tentem não se matar, por favor – Ele revirou os olhos, odiava vampiros imprudentes.

Ele caminhou até seu escritório e fitou a enorme porta marrom. Sentiu um cheiro estranho, um cheiro que nunca havia sentido. Não era de humano, nem de vampiro, ou qualquer outra criatura com que ele já teve contato. Estranhou, e começou a acreditar que estava maluco e que não havia ninguém ali dentro. Mas foi só entrar na sala para ele ver que Taylor estava sentada de pernas cruzadas no grande sofá preto perto da parede.  Ela estava com uma calça preta e aberta e uma blusa da mesma cor que a deixava com um ar de sexy e mortal. Pelo seu olhar, ela parecia bastante confiante, e totalmente imune a qualquer medo. Penn sorriu, começou a achar que aquilo seria divertido, só não sabia como deixá-la viva para Minerva depois da brincadeira.

- Olha só quem apareceu... – Ele fechou a porta e cruzou os braços após dar dois passos – Por que você decidiu dar os créditos da sua captura a mim de novo?

- Qual o lance da roupa social? – Perguntou Taylor quando percebeu que ele novamente estava vestido como um executivo, só que sem o paletó – Você se acha sexy ou e só pra combinar com a sua atitude de roubar edifícios para suas promiscuidades?

- Alguém andou lendo a bíblia, né?

- Você não tem idéia – Taylor sorriu, e de surpresa correu na direção de Penn, que não teve como desviar. Ela o jogou encima da mesa e puxou uma arma com balas de madeira que estava presa em sua bota preta – Adivinha quem guarda rancor – Ela apontou a arma pra cabeça dele e deu um sorriso malicioso.

- Taylor... – Ele gaguejou, estava com medo, mas não queria demonstrar.

Afinal, o que havia acontecido com ela? Primeiramente, se os demônios estavam certos, Taylor havia concluído sua transformação e não poderia parecer humana de novo, mas a Taylor que acabara de atacar Penn era bastante humana e possui agilidade e forças incríveis, isso invalidava aquela fase Ereptus que Penn conhecia sobre eles não terem controle de si e apenas pensar em se alimentar das pessoas. Então, o que havia acontecido?

- Isso é medo nos seus olhos, Penn?

- O que aconteceu com você? – Ele mudou de assunto, e levemente colocou sua mão debaixo da mesa e apertou o botão de alarme para os outros vampiros.

- Alarme, Penn? Sério mesmo? Eu sou mais os vampiros da Anne Rice.

- Desculpa, Tay, o papo estava ótimo, mas eu odeio esta posição – Ele sorriu, mesmo ainda estando preso.

De repente, a porta foi arrombada, ela voou na parede e o barulho foi estrondoso. Taylor não moveu-se um só centímetro, apenas olhou para a porta com o mesmo olhar de desprezo que lançou para as duas vampiras que surgiram. Elas estavam com as presas de fora e rosnavam, eram selvagens. Pela roupa que usavam, com certeza Penn havia pego mais prostitutas de que ninguém sentiria falta para dar este destino a elas.

- Taylor, estas são Miley e Ashley. Miley e Ashley, esta é Taylor – A voz de Penn era cretina, estava se vangloriando pensando que Taylor não conseguiria acabar com Miley e Ashley.

- Olá garotas – Disse Taylor – Esta é minha vítima, esta é minha arma, e estas são vocês morrendo – Taylor atirou na cabeça das duas, foram dois tiros certeiros, as vampiras não tiveram nem tempo de gritar antes da morte.

Penn engoliu em seco, agora sim estava apavorado, parecia que Taylor havia desenvolvido suas habilidades de Ereptus muito bem, e parecia não ter muita simpatia com ele. Ela olhou de volta para Penn enquanto as duas vampiras viraram bolas de sangue e músculo no chão.

- Por favor, não me obrigue a matar mais ninguém.

- O que você quer? – Seu olhar ia da arma apontada para seu rosto até os olhos de superioridade de Taylor.

- Rá! – Ela sorriu – Você sabe o que eu quero... – Ela agarrou os testículos de Penn com força e ele gemeu.

- Tay... Taylor... – Ele gaguejou e depois sorriu – Se era só isso, eu poderia ter te dado sem fazer cena...

- Não, meu amor – Ela chegou até seu ouvido e sussurrou - eu não quero transar com você por questões de higiene, quero seus testículos numa bandeja ao lado de uma sacola com sua cabeça.

- Taylor... – Ele só teve tempo de dizer isso, imediatamente foi puxado pela camisa e arremessado pelo alto até o sofá, dando de encontro com a parede atrás dele.

Taylor andou até ele, sorrindo. A boca de Penn começou a sangrar, estava machucado, mas já estava sarando.

- É uma pena que esteja do lado errado nesta briga... Quem sabe um dia possamos nos enfrentar e talvez eu te mate com dignidade... – Disse Taylor, levantando uma sobrancelha, estava esperando que Penn entendesse.

Ele olhou para ela, queria esganá-la e depois morder seu pescoço. Ele havia entendido perfeitamente, ela repetiu com todas as letras uma das coisas que ele disse quando a dopou naquele bar. Ela era esperta, esperta até demais e isso lhe dava raiva. Mas, então, a frase queria dizer que ela não iria matá-lo agora?

- Você vai...

- Eu não vou te matar – Ela interrompeu – Nunca tiraria este prazer de Axel...

- Então, o que você quer? – Ele sentou no sofá, sua boca já estava perfeitamente curada, mas suas roupas ainda tinham manchas de sangue.

- Além de provar pra você que sou mais forte e que você viverá depois de agora apenas porque eu deixei?

- Vá direto ao ponto.

- Como você disse, o lado das trevas já possuiu você completamente. Só quero que você mande um recadinho a eles, pode ser?

- Vai se foder sua vadia manipuladora! – Ele gritou, e milésimos de segundos depois Taylor puxou o gatilho e acertou uma bala há centímetros da cabeça dele, que perfurou a parede.

Penn se assustou. Ele olhou pro lado e viu que se ela não tivesse uma boa mira, o teria matado ali mesmo. Ele engoliu em seco e olhou para ela novamente, estava com medo de dizer qualquer coisa que o fizesse perder a vida ali mesmo. Taylor não disse mais nada, ambos ficaram se encarando por alguns segundos, tempo suficiente para Penn pensar. Afinal, como ela havia ficado tão poderosa daquele jeito? Um Ereptus não deveria ter a capacidade de voltar a sua aparência de humano ou vencer um vampiro na inteligência, velocidade e força. Aí então, ele lembrou do que lhe disseram que aconteceu naquela noite no cemitério. Taylor havia se transformado, mas aproveitou a distração e acabou matando uma Rainha. Era isso, sangue de Rainha, certo? Se Penn realmente entendia disso, o sangue a fez voltar ao normal e ela acabou se transformando no Ereptus perfeito. Assim como Minerva sonhou, ele pensou.

Quando chegou a esta conclusão, soltou um meio sorriso que deixou Taylor em dúvida. Ela começou a achar que ele iria se safar daquela, já que qualquer vampiro já estaria implorando para morrer nessas alturas.

- O que foi? – Ela perguntou, sem demonstrar fraqueza.

- Sangue de Rainha, não foi? É por isso que você está desse jeito...

- O que você sabe sobre isso? – Taylor ficou mais intrigada, então ele sabia sobre isso também? Mas ela nem sabia o que eram as Rainhas e como seu sangue tinha poderes.

- Eu sei muita coisa, Tay. Posso não ter me tornado vampiro por opção, mas fiz o dever de casa quando vi que não podia voltar atrás

- Me fale sobre as Rainhas, agora – Ela apontou a arma novamente para ele, mas isso não tirou seu sorriso vencedor do rosto.

- Ninguém te contou? Nossa, pensei que como uma prova viva sobre seu sangue ser milagroso você soubesse de muita coisa – Ele estava debochando.

- É, ninguém é muito de responder perguntas, e eu não sou de fazê-las. Imagine o quão irritada eu fico quando preciso perguntar duas vezes...

Taylor estava provocando, queria ver seu olhar apavorado novamente, mesmo sabendo que de algum jeito ele iria falar tudo. Aquilo lhe dava um prazer imenso, como nunca havia tido, era uma sensação que lhe dizia que estava fazendo a coisa certa. E qualquer coisa que a faça esquecer que bebeu o sangue de Axel a faria bem, mesmo que fosse ameaçar um vampiro sacana de morte em troca de respostas. Ela já estava começando a pensar em tortura.

- Tudo bem – Respondeu Penn, mas não estava com medo. Ele hesitou um momento e depois começou a contar o que sabia – No começo de tudo, havia um nada, disso você sabe. Então humanos e animais começaram a existir e assim surgiram as criaturas. Como uma colméia, cada espécie tem uma Rainha, mas as 12 Rainhas do Princípio vão muito além disso. Então, diz a lenda que doze mulheres moravam juntas no oriente médio, era como se fosse uma pensão para mulheres sem marido, eu não sei...

Taylor revirou os olhos, Penn estava sendo mais cretino do que imaginava. Ela cruzou os braços e o fitou, mandando-o continuar.

- Bom – Continuou ele – Elas eram muito sozinhas e não faziam nada. Você sabe, mente desocupada é oficina do diabo. Então elas se entregaram a magia negra. Não estou falando de Voodoo Ou Macumba, estou falando daquele tipo de magia que o próprio Lúcifer criou. Começo dos tempos, as coisas eram muito pesadas, e as 12 mulheres sabiam disso, mas continuaram. Então um dia, Lúcifer decidiu que já era tempo de levá-las para o inferno, mas quando viram o destino que lhe reservavam, fizeram um feitiço coletivo, que tirou a alma das doze para viverem para sempre em outros corpos. Mas só teve um problema... Elas só poderiam entrar nas pessoas que possuíam suas características mais fortes. Se você não entendeu, elas só podiam possuir quem mais parecesse com elas. Uma das mulheres gostava da carne crua, sair a noite, você sabe que ela se tornou a Rainha Vampira, não é?

- Mas não faz sentido... Elas apenas trocaram de corpos com outras pessoas, por que se tornaram rainhas?

- É ai que ninguém entende. Não sabemos quem criou os vampiros ou qualquer outra criatura, só sabemos que não foi Lúcifer, pois nem temos certeza sobre a sua existência. Mas, todos dizem que as 12 mulheres sofreram uma maldição causada pela prática de magia negra. Cada uma se tornou escrava de seus costumes e desejos, de um modo excessivo. A mulher que gostava da carne crua e sair a noite ganhou presas, e a maldição de só poder sair a noite ou então aconteceria seu pior medo, ser queimada viva. A mesma coisa aconteceu com a mulher que cuidava de lobos e fazia casaco com suas peles para se aquecer no frio. Se transformou num animal, que no começo só sai em noites de lua cheia e seu pior medo era...

- Perder o controle e matar as outras mulheres?

- Exato – Penn Sorriu – Apesar que eu iria dizer que ela tinha alergia a prata.

Taylor olhou pro lado e começou a pensar. Aquela era a história mais interessante que já ouvira e explicava muito coisa, mas ainda havia duvidas.

- Quando isso aconteceu? – Ela perguntou.

- Milhões de anos atrás.

- Não e possível... Rainha Emerald tem apenas 800 anos, seria impossível isso ter acontecido.

- Diz a lenda que quando você mata uma Rainha, você toma o espírito dela, se você for igual a ela...

Taylor pensou de novo. Ela matou a Rainha dos Condenados, mas o que isso significava? Não era como se condenado fosse uma criatura.

- Eu sei no que está pensando... Você matou Pietra, a Rainha dos Condenados, mas não sabe como encaixar isso na historia.

- Touché – Ela respondeu.

- Algumas rainhas não viraram apenas criaturas, seus lados sombrios a consumiam muito mais que os das outras e acabaram recebendo papéis mais sombrios também. A Rainha dos condenados era a mais bondosa de todas, tinha piedade de qualquer pessoa ou animal por mais insignificante que fosse. Tudo para ela veio ao contrário e dizem que quando a Rainha dos portais a deixa passar para o outro mundo, até os demônios sentem pena do que ela pode fazer com aquelas almas.

- Quantas ainda existem e quais são elas?

- Ali, na minha gaveta – Ele correu, Taylor quase não conseguiu acompanhá-lo. Tirou da gaveta uma pasta preta e olhou para ela – Está tudo aqui.

- Me dê a pasta, então.

- Não quero ser estraga prazeres ou dizer que não apreciei sua visita, mas cai fora daqui quando isso estiver em suas mãos.

- Muito justo – Taylor andou até ele e estendeu a mão. Ele não entregou a pasta, ela teve que levantar uma sobrancelha pra ele entender que tinha que ser agora.

Penn estava meio desconfiado que ela fosse atirar em sua cabeça, mas Taylor nem estava cogitando aquela possibilidade, estava mais preocupada em saber se havia se tornado a Rainha dos Condenados. Faria sentido, tanta força, agilidade, impiedade – já que acontece tudo ao contrário -, faria muito sentido ela ter virado a Rainha, mas se tivesse sido assim, Elvira já teria dito alguma coisa, ou não? Mesmo assim, ela não se achava piedosa, nem mesmo quando sentiu pena dos Ereptus que estava matando ao lado de Axel naquele dia dentro do edifício. Mas ela pensou de novo nos poderes, não podia ser coincidência. A não ser que o sangue de uma Rainha apenas lhe desse algumas habilidades a mais sem transformá-la numa Rainha, ela realmente estava em apuros. Como se não bastasse ser uma Ereptus, ainda tinha que se preocupar em não ser a Rainha dos Condenados. Mas qualquer coisa, parecia estar tudo naquela pasta.

- Tome – Penn entregou a ela – Tenha juízo.

- Adorei esse nosso lance de contar historinhas. E quase fiquei com pena de você. Pelo menos agora sei que você serve pra alguma coisa, vovô.

- Some – Ele colocou as duas mãos no bolso, fazendo Taylor perceber que naquele momento ele só parecia uma pessoa normal e não um vampiro impiedoso sedento por sangue.

- Au Revoir – Disse Taylor enquanto rebolava para a saída da porta.

Penn olhou Taylor saindo e depois fitou a parede no fim da sala, pra pensar. Ele estava com raiva. Não, ele estava furioso, e mataria qualquer um que aparecesse em sua frente só para ele esquecer a humilhação que havia passado. Uma loira tinha acabado de lhe dar uma surra e levar um dos seus arquivos mais importantes sobre Rainhas, ele não acreditava naquilo.

Penn correu como uma bala até a parede e juntou todas as suas forças num soco. Seu braço atravessou facilmente o concreto, aquilo parecia papelão de tão frágil para ele.

Taylor ouviu tudo e deu uma risada sem fazer barulho, estava adorando aquilo, apesar de ainda não ter respostas sobre ela ser a nova Rainha dos Condenados ou não.

CAPÍTULO 12: As Trevas que a Chuva Traz
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