domingo, 20 de novembro de 2011

[Crítica] A Saga Crepúsculo: Eclipse

Direção: David Slade
Ano: 2010
País: EUA
Duração: 124 minutos
Título original: The Twilight Saga: Eclipse

Crítica:

Tudo começa... Com uma escolha.

E que escolha, não? Queria Bella ter tido uma decisão mais fácil como a de qualquer mulher em qualquer outro triângulo amoroso, mas as coisas não são bem assim. Nunca é fácil escolher entre ficar com um vampiro ou um lobisomem, muito menos pra sonsa mais disputada do cinema. E juntando isso com as cenas de ação e a falta de melação, temos o melhor filme da saga até agora, que por ironias do destino, nem conseguiu superar o anterior nas bilheterias.

Após os eventos do filme anterior que quase tiraram a vida de Bella e Edward, o casal retoma sua vida, até Bella se encontrar novamente rodeada pelo perigo. Seattle está sendo devastada por uma série de assassinatos misteriosos enquanto um vampiro continua sua sede insaciável por vingança. Em meio a tudo isso, Bella é forçada a escolher entre seu amor por Edward e sua amizade por Jacob, sabendo que sua decisão tem o poder de incendiar a luta entre vampiros e lobisomens.

A base é Eclipse é bem simples, porém bastante trabalhada. É o segundo maior livro da saga e com certeza um dos que mais tem história pra contar, perdendo apenas para o ultimo livro que é quase uma bíblia, teve até que ser adaptado em dois filmes pra história não perder nada. E como as coisas começaram a ficar complexas nesta parte três, pensei que eles não saberiam organizar a história na adaptação e perderiam muita coisa, mas isso não aconteceu. E o que faltava no livro, o filme compensou muito bem. Um exemplo disso foi toda a ação máster que Bella perdeu pelo livro ser em primeira pessoa, que o filme mostrou de sobra.

E sabem o que eu mais gostei? O fato de terem deixado a melação de lado. Nos dois primeiros filmes os personagens estavam muito ocupados dizendo frases como “não sei viver sem você” ou “se você morrer eu também morro” ou a célebre frase “Você é a única razão pra eu estar vivo, se é que estou”, mas são coisas que ficam bonitinhas apenas nos livros, né? Em Eclipse, Bella e Edward demonstram seu amor da forma mais simples possível realizando a prova número um da paixão: Defender um ao outro. Já tava na hora disso, né? Eu sou a favor do romance, mas quando começam a exagerar não tem como ficar legal.

E eu acho que vocês vão concordar, o que estragou o filme foi o fato de terem mudado a atriz que fez a Victória. Achei estranho, e ninguém disse porque tiraram a Rachelle Lefevre do elenco justamente no filme onde sua personagem ganharia mais destaque. Pelo menos a nova Victória não ficou muito atrás e atuou muito bem, coisa que nem o Robert conseguiu direito. E já que estamos falando dos defeitos, como não mencionar a peruca usada por Bella? Gente, ela ficou mais estranha ainda. Disseram que ela teve que usar porque cortou o cabelo pra atuar no filme The Runaways, como se os produtores desconhecessem aquela artimanha ninja das mulheres chamada mega hair.

E apesar do filme fazer de tudo para nos mostrar Bella dividida, ele não consegue. Mas isso não é culpa dele, no livro também ela não parecia amar Jacob de outro jeito além da amizade, e eu não sei porque o triângulo é a primeira coisa que falam quando tocam no nome do filme. Ta, eles se beijaram, foi até legal e Bella gostou, mas se ela tivesse pelo menos cogitado a possibilidade de escolher Jacob eu entenderia, só que em nenhum momento a personagem faz isso. Eu recomendo ainda assim, mas é claro, apenas pra quem tem a mente aberta. E notem a cena em que Bella fica tarada e Edward a recusa, é uma puta falta de sacanagem, literalmente. Nota 9,0.

Trailer Legendado:

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