segunda-feira, 21 de novembro de 2011

[Crítica] Reféns


Direção: Joel Schumacher
Ano: 2011
País: EUA
Duração: 91 minutos
Título original: Trespass

Crítica:

Quando o terror bate à sua porta, você pode correr, ou pode lutar.

Antes mesmo de assistir a este filme, eu estava com aquela pulga atrás da orelha. Tudo bem que a história parecia ser empolgante e tals, mas ela também parecia uma grande cópia de Horas de Medo, que eu critiquei há algum tempo aqui no blog. A semelhança parecia ser tanta que eu até pesquisei para saber se Reféns não era um possível remake. Para esclarecer qualquer dúvida, Reféns é um roteiro original, sem qualquer ligação com o filme Espanhol. Mas... Será?

A história segue uma família, aparentemente rica, onde o patriarca vive para o trabalho e não dá muita atenção aos problemas em casa. Quando, inesperadamente, um grupo de assaltantes invade o local, eles terão que se adaptar a uma nova situação cheia de surpresas. Com o passar do tempo, as mentiras vão caindo e as verdades parecem mais fantasiosas que a própria mentira. Mas em quem acreditar? Bandidos e vítimas se misturam em um jogo mortal de intrigas, onde os mocinhos não estão dispostos a morrer e farão o que for preciso para se defender. E aí? Vai encarar?

Bem, primeiramente, vamos analisar quão parecido com Horas de Medo este filme é. Logo nos primeiros minutos, mostrando o drama da família antes dos bandidos chegarem, eu já imaginava que o filme seria uma cópia descarada. Tivemos exatamente os mesmos momentos: Matriarca tentando fazer uma jantar especial, uma filha rebelde tentando ir para uma festa. Até a forma como os bandidos chegam é parecida... Mas as semelhanças acabam por aí. Depois que a tensão se estabelece na tela, o roteiro segue de forma original e satisfatória.

Eu não tinha muitas expectativas quanto a este filme então me surpreendi com o resultado final. Achei que teríamos um roteiro fraco, mas ele se mostrou bem consistente e soube aproveitar muito bem a maioria das situações. Uma das coisas mais legais são os flashbacks exibidos durante o filme, cortando a tensão e tentando mostrar ao espectador a quantidade de mentiras em que os personagens estão metidos. E o mais impressionante é que eles estão metidos em muitas mentiras e, por mais que os flashbacks esclareçam alguma coisa, sempre ocultam outras, para acabar sendo reveladas mais para frente. Eu achei brilhante esta jogada do roteiro e é justamente isso que faz o filme ser forte.

Não espere muito por violência explícita, porque você não irá encontrar. A violência é bem contida, apenas alguns tiros e golpes. O foco mesmo fica na tensão dos diálogos e, como eu disse acima, a questão de nós nunca sabermos quais são as verdadeiras intenções dos personagens. O final é interessante também, revelando um improvável vilão principal. Além disso, temos o previsível final feliz, que eu não julgo uma coisa ruim. Eu mesmo ficaria com raiva se o filme terminasse de uma forma diferente. Algumas pessoas irão se cansar as inúmeras quantidades de fuga que a família realiza. Confesso que as vezes fica cansativo, mas pelo menos não deixa o filme ficar parado.

Enfim, eu recomendo. Se mostrou bem melhor que o Horas de Medo, apesar do Espanhol se apresentar de forma mais chocante, com um final totalmente diferente (e que eu lembro de não ter gostado). O elenco é excelente, repleto de rostos conhecidos, como Nicole Kidman, Nicolas Cage e Cam Gigandet, o que ajuda no reconhecimento e peso da obra. Acho difícil encontrar Reféns ainda nos cinemas, porque Amanhecer - Parte 1 acabou dominando o planeta Terra este fim de semana, mas é só procurar na internet ou esperar chegar às locadoras. Nota 8,0.

Trailer Legendado:

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1 comentários:

  1. não é o melhor filme de cage e a historia não trouxe nada de novo e o final tambem foi meio banal por isso achei regular /bom,nota 7

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