sábado, 19 de novembro de 2011

[Crítica] A Era dos Dragões


Direção: Ryan Little
Ano: 2011
País: EUA
Duração: 91 minutos
Título original: Age of the Dragons

Crítica:

Os últimos caçadores se tornam as últimas presas.

Foi só eu falar dos perigos dos filmes lançados direto em DVD, na crítica do Shadow – Na Escuridão, que me deparo com um. Estou falando de A Era dos Dragões. Apesar da capinha bonita, logo nos horrorizamos com o logo da PlayArte no canto inferior direito. Eu sei que já disse que nunca mais veria um filme dela, mas o que eu posso fazer? Estou condenado. Ah, se serve de consolo, o filme não foi tão ruim quanto está parecendo, mas com certeza é bem mediano. Quem curte?

A história segue um homem perturbado, chamado Acab, que, depois de ver sua irmã ser morto pelo lendário Dragão Branco, fica louco e obcecado pela criatura. Anos mais tarde, um jovem rapaz e seu amigo decidem se inscrever para matar dragões, mas este pode ser um trabalho mortal. Quando Acab deixa transparecer que sua loucura é maior que a coragem, seus seguidores terão que escolher de que lado ficar. Para o jovem protagonista, isso pode ser um pouco difícil, uma vez que ele acabando ficando apaixonado pela bela filha de Acab.

Pelo menos nós temos certeza de uma coisa, esse romance nunca vai esfriar (maléfica!). Bem, pessoal, piadas e deboches a parte, tenho a missão de dizer que... This movie sucks! Mas se serve de algum consolo, é um pouco melhor do que eu esperava. Que foi? É distribuído pela PlayArte, todos os sinais indicavam que seria mais um daqueles filmes péssimos, mas para minha sorte, é apenas mediano (com um leve apelo de ruindade).

Os efeitos visuais até que são bem feitos. Eu esperava aquela coisa muito tosca, com um daqueles filmes de animais assassinos da SyFy. Mas os dragões até que têm uma base de CGI acima da média. O diretor ainda foi esperto em não mostrar o dragão de mentira interagindo com as pessoas de verdade. Até porque, eu disse que os efeitos são bons, mas eles não são ótimos. Vemos algumas falhas e se o CGI tivesse que interagir com elementos de verdade, seria um horror (no mal sentindo).

Aliás, ao falar de “horror”, eu só consigo lembrar das falas dos personagens. Acho que não existe coisa mais clichê, meu Deus. Vários discursos gigantes, heróicos e insanos. Eu juro que se o personagem do Danny Glover abrisse a boca mais uma vez, eu mesmo enfiava um arpão na cara dele. E se as falas não são boas, o que podemos dizer dos personagens? Extremamente clichês (ênfase no “extremamente”)! O casal principal parece que foi comido em outro filme e escarrado neste. E o vilão, vivido por Glover, é ridículo, realmente digno de pena. Quando ele começou a rir, eu só pude lembrar da Valéria do Zorra Total, “Sério você já é estranho, rindo então, você é abominável”.

O único personagem que merece o mínimo de destaque, é o semi-mudo. Vocês já devem imaginar por quê. Mas até isso o roteiro consegue estragar, indo para o caminho mais clichê possível. O roteiro ainda tenta nos enfiar, pela nossa garganta, uma reviravolta final mais do que manjada. Por favor, né? Só mesmo aqueles personagens burros para não terem pensado naquilo. Enfim, não temos nem um suspiro de originalidade, apenas uma repetição fracassada do mesmo.

É sério, pessoal. Não vale a pena! Acho que vocês devem esperar para ver cosia melhor. Se alguns de vocês já baixaram, não se desesperem. Acho que até dá para assistir este filme em um dia tedioso. OBS: Qual é a daqueles flashbacks dramáticos sobre a morte da irmã do Acab? Eu esperava que o grande dragão despedaçasse aquela garota, mas só deve ter feito uns três buraquinhos. Aliás, o filme seria muito mais divertido com um pouco mais de violência. Nota 4,0.

Trailer Legendado:


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