quarta-feira, 2 de novembro de 2011

[Crítica] A Cruz


Direção: Patrick Durham
Ano: 2011
País: EUA
Duração: 105 minutos
Título original: Cross

Crítica:

Mais uma vez eu volto a falar de super-heróis. Mas até este mundo de super poderes pode ser cruel. Com os holofotes sempre ligados para os heróis cinematográficos, que arrastam multidões para os cinemas, acabamos esquecendo que também há vida no mercado direto em vídeo. Esquecidos para morrer, eles apodrecem nas prateleiras. Mas será que devemos nos sentir culpados por isso? Se vocês já assistiram A Cruz, vão saber que não, nem um pouco. Não é preconceito, mas certos filmes não merecem a nossa atenção.

A história segue a lenda de um grupo de pessoas com habilidades especiais, dadas por meio de umas cruzes coloridas. O protagonista da vez fica por conta do cara com a cruz verde (qualquer semelhança com Lanterna Verde é pura... Cópia). Quando várias garotas aleatórias são seqüestradas, ele tem que fazer alguma coisa, pois o vilão, o Cruz Vermelha, tem um objetivo diabólico por trás destes seqüestros. Agora, Cruz Verde e a sua equipe tática, terão que se unir para acabar com o mal e respirar por mais um dia.

OK, chamem a polícia, temos um filme mediano nas mãos. A Cruz segue uma linha narrativa e ainda introduz elementos parecidos com Kick-Ass – Quebrando Tudo, baseando-se em histórias em quadrinhos. É claro que a montagem final ficou parecendo mais uma cópia descarada do que uma “homenagem”. Apesar de tudo isso, eu acabei gostando das apresentações dos personagens. É super clichê e o diretor insiste em apresentar até o mais insignificante dos figurantes, mas não é de todo ruim.

O filme ainda separa uns bons momentos, com personagens um tanto quanto carismáticos, principalmente a loira do pressentimento e o cara das bolinhas explosivas. O relacionamento do protagonista, o passado dele com sua ex-namorada e o infortúnio com seu pai, são subtramas banais. É sério, não acrescenta em nada na trama. Na verdade, acho que o roteirista acrescentou para encher lingüiça. E o pior, além de não desempenhar grande função, é muito clichê.

As cenas de luta praticamente não existem. O filme segue com tiroteios do começo ao fim. Até que é divertido, porque temos várias cabeças estouradas ao longo da projeção, apesar de que alguns efeitos visuais de sangue ficaram ruins. E por falar em CGI, durante o todo o filme, ele vária de bom à ruim. Os efeitos verdes vindos do medalhão do protagonista são bem feitos, mas temos uma cena ridícula em que o Planeta Terra fica vermelho. Acreditem em mim quando eu digo, a cena é muito mal feita.

Enfim, se você assistir ou não, não fará a mínima diferença. Não tem nem 24 horas que eu assisti e já quase não me lembro de nada. Se acontecer o mesmo com vocês, não fiquem assustados, vocês não estão com Alzheimer , é o filme que é esquecível mesmo. Então se vocês já baixaram ou compraram o DVD, fiquem tranquilos. Assistam de boa, o filme não é tão ruim. OBS: Eu não recomendo, só para deixar claro. Nota 5,0.

Trailer Legendado:


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