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[Crítica] A Coisa


Direção: Matthijs van Heijningen Jr.
Ano: 2011
País: EUA
Duração: 103 minutos
Título original: The Thing

Crítica:

Não é humano. Ainda.

Antes de qualquer coisa, tenho que esclarecer uma coisa. Este filme não é uma refilmagem de Enigma de Outro Mundo, ele é uma prequel. Conta eventos anteriores ao filme de Carpenter, a versão dos Noroegueses. Eu sei que esta é apenas uma desculpa para contornar a palavra “remake”, mas eu até que achei a idéia interessante. Irei comentar sobre isso mais para baixo, só decidi falar logo sobre a diferença porque eu já cansei de ver comentários na internet sobre isso. Acabaram as dúvidas? Vamos a crítica.

A história segue um grupo de pesquisadores que acham uma coisa extraordinária na Antártica, um espécime alienígena congelado. Além disso, eles também acharam sua nave. Logo, o líder do grupo chama Kate Loyd, uma paleontóloga, para lhe ajudar com o espécime. Depois de tirada de sua prisão de gelo, a criatura surpreende a todos ao mostrar que ainda está viva. Não demora muito para Kate perceber que a coisa tem a habilidade de duplicar células, ou seja, pode se transformar em qualquer pessoa. Sem poder confiar em ninguém, ela tem que tomar as decisões certas e descobrir quem está contaminado, antes que a coisa infecte todo o grupo.

Tenso! Vocês não imaginam o quanto eu estava esperando por este filme. Li várias críticas negativas na internet e não desanimei nem um pouco. Na minha opinião, esta prequel ficou realmente perfeita! Se você não assistiu ao original, nem precisa se dar ao trabalho de assisti-lo para poder entender este. O roteiro é tão inteligente, que consegue transformar esta prequel em um filme independente (talvez por este motivo todos fiquem acusando o filme de ser apenas um remake), mas mantém os detalhes importantes mostrados no filme de Carpenter. Ele consegue fazer diversas referências para os que assistiram o original, sem deixar quem não viu perdido.

E não importa se o filme parece uma refilmagem ou não, eu simplesmente adorei. Eu só preciso dar um aviso importante, quem não gosta de efeitos CGI (computadorizados), passem longe. O filme está repleto de efeitos visuais, todas as criaturas são criadas pelo computador. Eu não acho que isso tirou a graça do filme, para falar a verdade, com a tecnologia atual, o diretor pôde dar destaque aos ataques e detalhes macabros dos infectados. Eles literalmente se transformam em monstros diante de nossos olhos. Então espero que fique o aviso e que não venha ninguém me xingar nos comentários: Odiadores da era digital, fiquem longe.

Mary Elizabeth Winstead está perfeita no papel da mocinha. É ótimo poder ver mulheres neste filme. Além disso, a maioria dos personagens é bem diferente e dá para reconhecer de longe. Diferente do original, onde a cada dois minutos eu não sabia para quem estava olhando. A trama se foca em Kate (Winstead), então tudo o que acompanhamos, é pela visão dela. Só sabemos que ela não está contaminada, mas, assim como a personagem, não podemos confiar em ninguém mais. E o roteiro sabe aproveitar esta brecha e nos surpreender.

O final foi interessante, surpreendendo com o óbvio. Eu mesmo esperava por outro desfecho, mas acabei surpreendido por uma coisa normal, saindo dos finais clichês da maioria das prequels. A reviravolta no final também merece destaque, é impressionante como um detalhe pode fazer toda a diferença. Enfim, está mais do que recomendado. Eu adorei. OBS: Esperem um pouco para ver a cena durante os créditos finais, que consegue reproduzir exatamente o começo do original. Nota 10,0.

Trailer Legendado:


Comentário(s)
12 Comentário(s)

12 comentários:

  1. vanessa vasconcelos25 de novembro de 2011 21:48

    eu assisti o original ,e esse se saiu bem melhor.eu estava louca para assisti-lo desde que vi o trailer e quando vi a mary elisabeth wisted fiquei mas intusiasmada ainda.o filme é massa,mas me responde uma coisa,ele é escuro mesmo ou é porque eu assisti ele nesses sites que disponibilizam filmes online? voçe viu ele no cinema ou baixou da net?eu o vi no 3000 filmes online... obs;na crítica do 11 11 11 eu coloquem uma lista de filmes pra vc dar uma conferida,se vc quiser é claro.bom já falei muito ,vou te dar sossego agora kkkkk.

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  2. Não, o que eu assisti estava claro, com a imagem ótima.
    Você assistiu em TS?
    Sim sim, vi a lista, já vi a maioria, em breve aparecerão aqui no blog, rs.

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  3. vanessa vasconcelos26 de novembro de 2011 00:10

    acho que foi em ts mesmo ,mas eu fui nesse site agora de novo e eles ja colocaram esse filme com a imagem clara ,irei assisti-lo novamente.

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  4. O FINAL DO FILME NÃO BATE COM O COMEÇO DO INIGMA DO OUTRO MUNDO (DE ON DE SAIU O CACHORRO; E OS DOIS CARAS NO HELICOPTERO

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  5. FALA SÉRIO O FILME É UMA CÓPIA DESLAVADA DO PRIMEIRO E PONTO FINAL! NÃO EXPLICA NADA QUE TODOS JA NÃO SABIAM!!!

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  6. QUE EU SAIBA NO COMEÇO DO INIGNA DO OUTRO MUNDO NÃO APARECE MULHER NELHUMA E SIM DOIS CARAS ATRAS DE UM CACHORRO QUE ESTAVA CONTAMINADO! ENTÃO COMO É QUE ESSE FILME PODE SER A ORIGEM!!! O FILME NÃO É RUIM! MAIS É UMA CÓPIA DO PRIMEIRO! SÓ ISSO E COMO ELIS REGINA E SUA FILHA KKKKKKKKK BASTA SABER QUEM É MELHOR!!!!!!!!!!!

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  7. CARA VC TA FALANDO DE ROTEIRO ISSO ROTEIRO AQUILO! PELO AMOR DE DEUS O ROTEIRO E PRATICAMENTE O MESMO DO PRIMEIRO FILME! NÃO TEM NOVIDADE ALGUMA! SERÁ QUE EU VI O MESMO FILME????

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  8. A Coisa é uma prequela que se apresenta como um thriller de ficção científica que não mostra muita originalidade em relação ao filme de John Carpenter, Veio do Outro Mundo, de 1982, mas é fiel ao antecessor e entretém mesmo o público que não viu o filme original.
    O filme poderá agradar a quem desconhece o original de Carpenter e adora um bom thriller de ficção científica cheio de suspense. Quem já conhece o original, não achará o filme muito diferente do original mas numa coisa se pode concordar: original ou não, o filme traz-nos do passado o material de que eram feitos filmes de terror.

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  9. Quando O Enigma de Outro Mundo foi lançado, em 1982, John Carpenter tinha uma reputação de fazer terror com poucos recursos. Um orçamento maior permitiu que o filme - o primeiro do cineasta em um grande estúdio - investisse em criaturas de stop motion e maquiagem de ponta para a época. A reação inicial, porém, foi negativa; Carpenter teria se vendido ao espetáculo "sem alma" dos efeitos visuais.

    Os anos corrigiram esse equívoco e colocaram O Enigma de Outro Mundo no lugar que ele merece. É uma das visões de mundo mais desesperançosas de Carpenter, presente em qualquer lista de filmes mais assustadores de todos os tempos. O prelúdio A Coisa (The Thing), por coincidência, também coloca os efeitos em primeiro plano. Há criaturas esculpidas de todos os jeitos. Mas Carpenter só existe um.

    A trama se passa dias antes da história do longa de 1982 (que por sua vez refilmou O Monstro do Ártico, de 1951, baseado no conto "Who Goes There?", de John W. Campbell Jr.). Mary Elizabeth Winstead faz a paleontóloga Kate Lloyd, chamada para investigar a descoberta de uma nave alienígena perto de uma base norueguesa na Antártica. O alien congelado é desencavado, desperta, muito grito, muito pânico, a equipe descobre que ele absorve e imita humanos, muita suspeita, muita intriga - e a chacina transcorre como esperado.

    O estreante diretor holandês Matthijs van Heijningen Jr. tem à sua disposição um arsenal de prostéticos e computação gráfica que permite mostrar o ET em suas entranhas mais detalhadas (nem adianta se perguntar como um insectoide primitivo tem uma nave tão moderna, o lado "científico" deste scifi deixa muito a desejar). É um show de deformações e apêndices de todos os tipos. Até as células do alien são bichinhos com tentáculos.

    Visivelmente, o departamento de design torrou boa parte dos US$ 35 milhões de orçamento de A Coisa, em prejuízo do salário de um bom iluminador, um diretor de fotografia decente, um roteirista minimamente competente ou um diretor que saiba o que está fazendo. O filme de Carpenter é um marco porque consegue nos transmitir o horror do isolamento no Pólo Sul, enquanto A Coisa está tão preocupado com os efeitos que esquece de criar qualquer atmosfera de pavor.

    Não dá pra chamar de "atmosféricas" as cenas em que um personagem olha desconfiado para outro e a música sobe sem sutileza, ou os momentos em que esperamos alguém se revelar monstro, mas a iluminação mal planejada não cria tensão qualquer. Se Van Heijningen simplesmente levasse parte da ação para o ar livre, o filme ganharia bastante: no escuro tudo fica mais amedrontador, e o cara com o lança-chamas não precisaria botar fogo na casa inteira.

    O modo mecânico, desengajado como o holandês conduz o filme culmina na cena do helicóptero, já durante os créditos finais, que obviamente faz a ponte com o longa de 1982 mas não adiciona nada para A Coisa. Termina de repente, a ação se interrompe no meio, não há (de novo) uma preocupação em instalar um clima de suspense ou de indefinição. Não dá vontade de ver o que acontece depois, enfim.

    Quando tocam, depois de tudo isso, os acordes que Ennio Morricone compôs para a trilha de O Enigma de Outro Mundo, fica a sensação de que não é uma homenagem ao clássico, mas uma usurpação.

    Leia mais críticas do Festival do Rio 2011

    Referência: http://omelete.uol.com.br

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  10. olha pessoal o cara disse na critica que tem muitos efeitos visuais e claro lol atualmente qual filme que nao tem e sinceramente filme sem efeitos nenhum sao uma merda

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  11. Este comentário foi removido pelo autor.

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  12. Meu Deus!!! Todas as criaturas que são encontradas no "original" de Carpenter (esse sim é um remake do filme: Monstro do Ártico, 1951) aparecem no fim dessa prequel.
    A única coisa que não existia foi a própria personagem principal.
    O cachorro que aparece já nos créditos e, foge em direção a base americana do filme de carpenter. Aparece sim no filme. É só prestar atenção.

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