quinta-feira, 10 de novembro de 2011

[Crítica] A Centopéia Humana

Direção: Tom Six
Ano: 2009
País: Irlanda
Duração: 92 minutos
Título Original: The Human Centipede

Crítica:

A Carne é sua fantasia.

Nessa era de remakes e sequencias flopadas de grandes clássicos, ver um filme com uma idéia original é bastante gratificante pros fãs do cinema. Mas e quando a idéia é tão original que chega a ser doentia e não pode nem aparecer nas telonas? Pois é, A Centopéia Humana é aquele tipo de filme que o Reino Unido adora banir, e junto dele vários outros países, já que quando eles acham que um filme pode enlouquecer ou traumatizar a população, é melhor não brincar com a cabeça humana. O pior é quando o filme brinca com nosso estômago também.

No filme, acompanhamos duas jovens americanas enquanto fazem uma breve viagem pela Europa. Com o carro quebrado no meio da noite, elas acabam tendo que pedir ajuda na casa mais próxima, mas este foi o pior erro que já cometeram, já que elas acabaram sendo obrigadas a fazer parte de uma experiência doentia de um cirurgião, que pretende interligar as garotas a mais uma pessoa pelo sistema gástrico e ser o primeiro a criar a centopéia humana.

Mas o que o filme tem tão de traumatizante? Bom, a única coisa traumatizante é a idéia de criar a centopéia, porque o filme foi bastante parado. É realmente doentio interligar pessoas desse jeito, fazê-las engolir as fezes do outro para poder se alimentar e viver desse jeito até agüentar, mas o filme quase não teve cenas nojentas. É o famoso filme Cult de terror, acho que ele pecou nisso. Abordar um tema desses e não usar cenas hardcore é mesmo que fazer um filme cheio de morte uncut, onde vemos personagens se desesperando apenas achando o corpo dos amigos.

Pelo menos teve ótimas atuações. Isso é muito importante num filme, principalmente quando ele tem censura, o ator precisa demonstrar seu desespero com a situação sem vivê-la diante das câmeras, de uma forma que nos convença que, apesar de uncut, as cenas fortes realmente aconteceram na história. Isso precisa estar presente também em filmes como Atividade Paranormal, já que é um filme com uma câmera amadora, deixa de mostrar muita coisa que seria mostrada numa edição e cabe aos atores demonstrar o terror que estão vivendo e nos passar uma sensação de realidade maior.

Um fator irritante na produção é que ela é do tipo que não dá chance aos mocinhos. Desde quando as garotas aparecem se pode ver que elas terão um cruel destino, achei isso bastante clichê. Alguns roteiristas ainda acham que não dar chance aos protagonistas deixa tudo mais chocante e final feliz é só para contos de fada, mas eu acho que eles erram quando fazem isso. Por isso eu gosto tanto de O Massacre da Serra Elétrica: O Início, todos sabiam que não teria final feliz já que era o início de tudo, mas ele se desenvolveu muito bem, da parte dos protagonistas até a parte do assassino, com direito a vingancinha no fim.

Mas sabem, apesar de todos os defeitos que eu citei acima, eu gostei. Como eu disse, é bom ver algo original surgindo em meio a tantas refilmagens e um filme não precisa de carnificina pra ser bom. Só que quando as cosias estão meio paradas, a gente sempre fica imaginando que poderia ser melhor, não é? O filme traumatiza pessoas sensíveis ou aquelas que não estão acostumadas com o gênero, mas para quem já assistiu O Albergue, ele sempre vai ter algo faltando, que como todo mundo já sabe, será mudado na sequencia. Só uma pergunta: Vocês também pensaram que o filme se tratava de um homem centopéia assassino antes de ler a sinopse ou eu vou passar essa vergonha sozinho? Nota 8,0.

Trailer Legendado:

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Comentários
1 Comentários

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1 comentários:

  1. Eu axava que seria um homem sentopeia que matava as pessoas. hahahahahaha

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