sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

[Crítica] Carrie, A Estranha [1976]


Direção: Brian de Palma
Ano: 1976
País: EUA
Duração: 98 minutos
Título Original: Carrie

Crítica:

Carrie, boa garota... poderes malignos.

Não é preciso ser cinéfilo para saber que algumas histórias já nascem como um clássico. Carrie, a garota oprimida por seus colegas de classe, provou ser capaz de mudar a indústria cinematográfica e dar uma nova face ao horror, enquanto sua obra literária era aclamada até mesmo por aqueles que lhe fizeram pouco caso. Stephen King sempre provou a competência de sua autoria, mas e Brian de Palma, que dirigiu a adaptação do primeiro livro do Rei do Horror? 37 anos depois, ainda sinto o cheiro de trabalho bem feito.

Carrie, desde criança, sempre fora oprimida pela mãe religiosa e maltratada pelos colegas de classe. Após a primeira menstruação, já numa idade avançada, ela descobre que realmente não é como todas as outras garotas, e que o poder da telecinese pode ser exatamente o que sua vida simplória estava precisando. Mas saindo da própria zona de conforto, ela acaba chamando a atenção das garotas populares, que armam um plano para humilhá-la na frente do colégio inteiro no dia do baile de formatura.

Apesar de se rum arrasa quarteirão do mundo do horror, o filme não me causou uma boa primeira impressão. Vivendo como um jovem na era tecnológica, posso afirmar com toda certeza que poucas coisas conseguem me surpreender. Mas Carrie é aquela exceção que todos gostamos de assistir. O roteiro não envelhece, os atores estão impecáveis, e honestamente, esta adaptação consegue ser superior ao livro. Não queremos ver a história de Carrie sendo interrompida para ler citações de jornais fictícios que só atrapalham o entendimento do leitor. Queremos ler uma história consistente e cheia de dinâmica, que o autor não conseguiu nos oferecer.

Falando no elenco, temos alguns nomes de peso por aqui. Sissy Spacek, por exemplo, na pele da nossa ingênua Carrie White. Apesar da ótima interpretação, ainda não sei se foi a escolha certa para dar vida a personagem. Carrie deveria se rum garota oprimida, estranha e sem atributos físicos. Mas Sissy era simplesmente a mulher mais bonita do filme inteiro, deixando claro que apenas em um universo paralelo Carrie poderia manter-se antissocial. Além dela, temos John Travolta, que todos conhecemos muito bem. Ele estava em começo de carreira, mas ao contrário de Jennifer Aniston, eterna protagonista de “O Duende”, estava em um de seus melhores momentos. Deve ser por isso que hoje é um dos atores mais bem sucedidos de Hollywood.

Para aqueles que se interessam pelo universo de Carrie, assistir este filme é quase uma obrigação. Não há como captar toda a essência de uma história sem assistir ao original, mesmo que ainda haja uma grande hesitação quando se trata de filmes antigos. Então, fica aqui minha recomendação, e a promessa de que bom ou ruim, Brian de Palma sabe como fazer um grande espetáculo. Mas se você gosta mesmo de terror, leve Carrie para o baile.


Trailer:

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Comentários
6 Comentários

Comentário(s)

6 comentários:

  1. Heresia!!! O filme precisa de mais efeitos especiais???? Meu Deus! Odeio os adolescentes de hoje!!!!!! Você deve amar filmes como "Lenda Urbana", "O Dia do Terror" e deve ter amado o remake de "A Hora do Pesadelo". Essa geração ta perdida!!!!!!!!!!!!

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  2. eu sou fã, vi os dois filmes...vou discordar de você prefiro a versão original.
    Mas talvez isso se justifique pelo meu gosto por clássicos do cinema e esse é um dos melhores na minha opinião.



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  3. Os filmes de hoje, claro que com excessões, na sua grande maioria só tem realmente os efeitos de bom, porque o resto, muitos são descartáveis, o original pode ter efeitos toscos, mas as atuações são infinitamente superiores do que o remake para a tv, sissy spacek realmente era bonita, chloe moretz que estará no remake de 2013 então é muito linda, mas é o seguinte, carrie não é estranha por falta de beleza, mas sim pelo seu comportamento, devido ao tratamento doentio de sua mãe, as pessoas não entendem esse tipo de coisa porque hoje só o que importa são efeitos especiais, que apesar de excelentes não passam nenhuma credibilidade se não houver emoção e um mínimo de talento de interpretação por parete dos atores, prova disso é o péssimo garota infernal, onde Megan Fox mostra que um pornô seria o filme ideal para ela.

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  4. Eu achei o original bom, mas eu prefiro o remake Carrie (2002) pois ele é otimo e mais fiél ao livro, ja o de 2013 foi ruim, atuações forçadas ou sem emoções a oferecer, efeitos exagerados, e a cena do baile foi muito mal aproveitada.

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    1. Carrie (2013) não é ruim e não teve atuações forçadas, não suporto pessoas que querem pagar de cult.

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  5. Ops. Carrie 2013 ruim??? Ele não pode ter a essência do filme de 1976, mas o de 2013 e muito bom. A sua versão preferida que é a 2002 e muito zoada e boicotada, mas não sei porque ela e muito bom.

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