sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

[Crítica] Sobrenatural


Direção: James Wan
Ano: 2010
País: EUA
Duração: 103 minutos
Título original: Insidious

Crítica:

Não é a casa que é assombrada.

Esse filme marca mais uma parceria entre Leigh Whannell como escritor e James Wan como diretor. Eles formam uma grande dupla e, além do recorrente sucesso, eles também garantem produções de qualidade. Esse filme em especial, trata de um tema conhecido pelos fãs de filmes de terror, casas mal-assombradas. Apesar de ser interessante, todos sabemos como esse tipo de filme pode ser clichê e batido. Felizmente, a parceria original explora um terreno novo e deixa bem claro que não estamos lidando com uma situação comum - fazendo questão de mostrar isso até mesmo no trailer. À primeira vista, a única coisa que incomoda mesmo é o título nacional, que é sem graça e pode facilmente ser confundido com a série da CW, Supernatural.

A história do filme gira em torno de uma família que percebe coisas estranhas acontecendo em sua nova casa. Logo, o filho mais velho entra em um misterioso estado de coma - sem nenhum motivo aparente. Depois de uma série de acontecimentos a matriarca fica convencida de que espíritos malignos estão assombrando a casa. A saída que o casal toma é se mudar, mas o problema não se resolve tão facilmente. Visões, assombrações e manifestações continuam a aparecer com cada vez mais força. Eles chamam então uma especialista no assunto. Em pouco tempo, ela percebe que a casa não é o problema, e sim, o garoto em coma. As coisas ficam ainda mais tensas quando é constatado que não tem apenas espíritos malignos cercando o garoto, algo muito pior espreita nas sombras...

Simplesmente excelente! Há muito tempo que não via um filme com a temática "casas assombradas" tão interessante. Sobrenatural consegue usar as melhores fórmulas de filmes antigos sem cair no senso comum. Existem vários momentos anti-clichês e o ritmo é frenético. O diretor não dá tempo para o espectador respirar. Como resultado, somos conduzidos junto com os personagens em uma trajetória de revelações emocionantes.

O roteiro é uma coisa que merece destaque, afinal de contas, Leigh Whannell, não só pegou alguns clichês - e os reutilizou eficientemente - , como também preparou algumas sacadas bem boladas e originais - que não são comuns de se ver em outros filmes do mesmo subgênero. Eu realmente respeito Whannell, até porque, ele prova que não está preso em apenas um tipo de história. Jogos Mortais foi um sucesso monstruoso, mas é uma história completamente diferente deste suspense sobrenatural. E o roteirista mostra competência no seu cargo, tornando-se um forte nome no gênero.

Apesar de todos esses elogios, o filme tem alguns pontos negativos. Muito não vão considerar o mesmo, mas o terceiro ato ficou meio deslocado da trama. Eu estava gostando mais quando a história era focada na protagonista feminina e nas assombrações comuns. Depois das reviravoltas do roteiro, o filme seguiu de forma diferente. Confesso que foi bem interessante as cenas macabras do terceiro ato (não posso falar muito para não acabar com a surpresa), mas as cenas que se passaram antes foram muito mais assustadoras.

Aliás, depois dessa reviravolta no começo da terceira parte, temos outra muito interessante nos últimos minutos. Quem estiver prestando atenção, poderá suspeitar do que vai acontecer, porém, isso não tira o mérito da cena. Eu não queria que o filme tivesse acabado daquele jeito, queria uma conclusão mais decente. Talvez uns minutos a mais resolvessem o problema. Mas não digo que foi ruim. Na verdade, as pessoas que gostaram do filme, podem ficar esperançosas por uma sequência, já que o final fica aberto... Está mais do que recomendado. Um filme de assombração acima da média, que consegue ter seu espaço - e ser diferente - em meio a tantas outras produções similares. Para quem gosta é um prato cheio, até porque, deve demorar a aparecer outra raridade como esta.


Trailer Legendado:

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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Realmente, o melhor filme de terror dos últimos 10 anos muito bom mesmo

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  2. SABE SEA HORA Q Rose Byrne TOCa PIANO E CANTA NO COMEço, É A VOZ DELA MESMO???/ OU DUBLAGEM?

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