quinta-feira, 14 de abril de 2011

[Crítica] Pânico


Direção: Wes Craven
Ano: 1996
País: EUA
Duração: 111 minutos
Título original: Scream

Crítica:
Texto com Spoilers!

Com a estrea do aguardado Pânico 4 nos cinemas, decidi fazer postagens especiais criticando todos os filmes da franquia. Eu nem preciso te apresentar ao filme, né? Você já deve saber ou, pelo menos, já deve ter ouvido falar da franquia Pânico. Se você respondeu "não", vá se tratar, onde você esteve este tempo todo? Enfim, se ainda não assistiu, assista o mais rápido possível, pois a quarta parte está chegando bombante nos cinemas.

No filme, um grupo de jovens são perseguidos e mortos por um assassino mascarado, conhecido como Ghostface. Seus métodos são simples e brutais. Uns telefonemas aterrorizantes e uma boa perseguição seguida de morte. Mas parece que uma vítima se destaca entre as outras. Esta é Sidney Prescott (Neve Campbell), uma sobrevivente. Logo, ela vai perceber que os assassinatos tem mais haver com sua vida pessoal do que parece e o sangue irá rolar solto...

Numa época sem grandes inovações no gênero do terror, onde as obras mais "criativas" eram, justamente, continuações dispensáveis de outras grandes franquias, surge uma incrível parceria entre Wes Craven e o roteirista Kevin Williamson. Um filme inovador que apontava os piores clichês do gênero ao mesmo tempo que os usa (sempre de forma irônica). Sempre rio na cena em que a Sid diz: "Eu não entendo porque mulheres peitudas preferem subir as escadas do que fugir pela porta da frente." E dois minutos depois, ela é obrigada a subir as escadas com seus peitos saltitantes para fugir do assassino. Trágico!

Roteiro ácido, que usa e abusa da inteligência dos personagens. Mesmo alguns deles sendo obcecados por filmes de terror e saberem como as "regras" funcionam, acabam caindo, um por um, em clichês que custam suas vidas. Temos uma dose generosa de humor negro. Mas não se engane, isso é terror. Logo nos primeiros minutos, temos umas das cenas de perseguições mais lembradas pelos fãs do gênero. Sim, estou falando da cena inicial com a Drew Barrymore. Na época, todos acharam que ela era a protagonista. Que grande erro...

Apesar de ser considerado o melhor da franquia, não vejo muita profundidade nos personagens secundários (tirando os sobreviventes, é claro). Temos a melhor amiga loira (que sempre acaba morrendo), o idiota da turma, o namorado suspeito entre vários outros tipos de personagens estereotipados. Não estou falando mal deles, até porque, com as reviravoltas finais, muitos clichês são quebrados. Eu não imaginava que os assassinos fossem o idiota e o principal suspeito. Geralmente eles só estão lá para distração e aumento no número de corpos.

Aliás, o roteirista deu uma inovada com uma reviravolta surpreendente, colocando dois assassinos em ação. Quem esperava por isso? Eu não. Outra coisa que eu acho louvável em Pânico é o fato de não perdoarem nenhum personagem. Geralmente, vão morrendo algumas pessoas dispensáveis e no final que a protagonista passa algum aperto. Aqui é diferente, ela logo é atacada, mas esperta do jeito que é, consegue dar uma fugidinha.

Eu tinha esquecido o quanto gostava da Gale e o Dewey. Gente, existe uma repórter mais cretina que ela? Que mulher bitch. Mas devido ela ter mais vidas que um gato, o público adora ela. E eu também. Principalmente sua química inegável com Dewey. Não é a toa, Courteney Cox e David Arquette foram casados durante muitos anos.

Enfim gente! Quem assistiu a muito tempo e não se lembra direito do que acontece. Baixe! Faça uma maratona Pânico e depois corra aos cinemas. É sempre bom estar em dia com o que aconteceu no passado, porque às vezes ele pode voltar para te assombrar (essa foi para você, Sid). Por acaso...what's your favorite scary movie?

Trailer Legendado:

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