sexta-feira, 15 de abril de 2011

[Crítica] Pânico 4



Direção: Wes Craven
Ano: 2011
País: EUA
Duração: 111 minutos
Título original: Scream 4

Crítica:

Nova década. Novas regras.

Para os fãs que estavam sofrendo fortes enfartos por cada spot ou clipe que era liberado, para os fãs que não aguentavam mais esperar para ver o circo pegar fogo, hoje é o dia de vocês. Ou melhor, nosso. Acabei de voltar da sessão de Pânico 4. Meu Deus do céu, o que foi aquilo? Se eu já estava quase tendo um filho com as cenas liberadas, imagine eu vendo o filme completo? Eu praticamente pari um ser estranho naquele cinema.

A história do filme se passa vários anos após o término da primeira trilogia. Sidney retorna a sua cidade natal, a última parada para o lançamento de seu livro. Mas é óbvio que a coisa vai ficar preta (ou seria vermelha?). No mesmo dia da chegada dela, mortes violentas acontecem. E uma pilha de corpos logo vai se formando. Agora, o famoso trio sobrevivente terá que se unir mais uma vez para impedir o massacre de uma nova geração...

É tanta coisa para comentar que nem sei por onde começo. Bem, vamos começar pela abertura. Confesso que fiquei um pouco decepcionado. Foram muitos acontecimentos e apenas um deles foi realmente chocante. As vítimas principais da abertura foram para o saco muito rápido, principalmente a loirinha. Cadê aquela cena do spot de TV em que ela fala: "You're not real."? (Assista aqui), sem contar uma foto realmente sangrenta de sua morte (clique aqui). Houveram muitos de cortes de cenas que pareciam ser interessantes. Não estou dizendo que o começo é ruim. Na verdade, é até engraçado essa auto-paródia sobre aberturas, mas foi muito rápido.

Dos personagens da nova geração, os únicos que se destacam são Kirby (Hayden Panettiere) e Jill (Emma Roberts). Hayden, literalmente, rouba todas as cenas que aparece. É, de longe, a melhor personagem dentres os rostinhos novos na franquia. Suas falas e cenas são bem legais, mas esperava um pouco mais de movimentação da personagem. Emma é um pouquinho travada e clichê, mas pega o ritmo no final.

Dentre as participações especiais, destaco a Kristen Bell. Gente, ela está maravilhosa e desde já, tornou-se a diva da participação especial (isso existe?). E quanto a participação de Adam Brody, como o oficial Hoss, foi totalmente desperdiçado pelo roteiro. Tem no máximo duas cenas e nenhuma importância. Até a participação do negão, seu parceiro, foi melhor que a dele. A cena final dele é realmente muito engraçada.

Quanto aos níveis de comédia e terror, eu diria que estão bem equilibrados. Tudo bem que estão dizendo que este é o filme mais "engraçadinho" da franquia, mas também temos que considerar que as mortes estão muito mais brutais. Destaco a da menina, que acontece pouco depois da abertura. Aquela foi extremamente sangrenta e sofrida. Eu tremi quando a facada atravessou a mão dela. E isso acontece sem desvios de câmera, dá para ver perfeitamente. Então não liguei muito para o toque cômico do filme, é até bom para descarregar a tensão de algumas cenas.

Mas o que eu realmente não entendo é como os jovens podem ser tão burros e, até mesmo, cruéis. Pessoas estão sendo brutalmente assassinadas, uma amiga sua foi picada na sua frente, e o que você faz? Vai festejar na casa de um deles. Tipo, cadê o luto? Cadê a amizade neste momento? Será que aquilo não foi chocante o suficiente para eles? Para mim foi, eu quase me borrei. É por isso que a burrice impera em alguns momentos. Personagens que estão cansados de saber o que não fazer, mas acabam fazendo, eventualmente.

Claro que não posso terminar de fazer esta crítica sem comentar sobre Gale e Dewey, que agora estão casados. Adorei a cena em que a Gale volta a ser uma bitch e ainda diz "Ainda to podendo". Sem contar que o Dewey continua salvando a pele da infame ex-repórter. A cena de perseguição dela no celeiro superou minhas expectativas. E tenho que dizer para vocês: É a primeira vez que a Gale recebeu uma facada. A mulher é quase um ninja.

Está mais que recomendado. Corram para os cinemas. Se puder assistam legendado, a dublagem da Kirby está parecendo uma lésbica mal-amada. Ah, como eu poderia esquecer isso? Eu gostei da revelação do assassino e suas motivações foram realmente convincentes. Pânico 4 brinca com a falta de criatividade de Hollywood e os fadados remakes, mas a tia Sid tem uma mensagem para vocês: Don't fuck with the original!

Trailer Legendado:

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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Adorei o filme também, mas tenho que discordar duma coisa, o assassino e suas motivações. Não digo nem a personagem, mas a atriz. Ela não me convenceu em seu papel, ah não ser na cena do hospital. Eu realmente senti que o personagem era bom, mas não quem a interpretava.
    Os três principais e meus favoritos, Dewey, Gale e Sidney estão ótimos e voltam a ser o trio "caça-ghostface, se é que me entende?!
    A motivação do assassino achei um pouco fraca, talvez por causa da atriz eu acho, e me lembrou de leve o motivo do assassino do Pânico 3.
    Mas mesmo assim, no final do filme me levantei da cadeira e bati palmas de pé e confesso que quase chorei achando que Sidney ia morrer. Destaque para a Neve Campbell que repetiu aquela cara do tipo: "Putz, de novo não!"

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  2. O filme é realmente muito bom! Me surpreendeu.

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