sábado, 16 de fevereiro de 2013

[Crítica] Evocando Espíritos


Direção: Peter Cornwell
Ano: 2009
País: EUA
Duração: 92 minutos
Título original: The Haunting in Connecticut

Crítica:

Por que eles ainda estão entre nós?

Existem filmes que simplesmente conseguem dar um show pirotécnico de como cair em todos os clichês de casas mal-assombradas, como House of Bones. Mas hoje trago à vocês um filme com a mesma temática, mas com um resultado muito diferente. Evocando Espíritos é baseado em um episódio de uma série que explora casos reais de assombrações. O filme foi muito bem recebido nas bilheterias e foi sucesso entre os críticos. E, com o lançamento da segunda parte, esta crítica foi editada e relançada. Afinal, é tempo de renovar.

O filme segue o drama de uma família sem dinheiro, que se vira para se sustentar e comprar os remédios e tratamento do filho mais velho, que tem câncer. Para diminuir seu sofrimento, eles decidem alugar uma casa mais perto do hospital. Uma boa casa. Grande, ótima localização e um passado assustador (vocês já viram algo semelhante em Horror em Amityville, certo?). Logo, a pobre família irá descobrir que forças malévolas estão agindo e pretendem levar o garoto doente com eles...

Para a mim, a jogada mais inteligente e o grande diferencial do filme é o garoto com câncer. Temos toda essa atmosfera triste com o estado de saúde dele, todo um drama familiar e logo depois espíritos que colocam ainda mais em risco a vida do protagonista. A atriz que interpreta a mãe é perfeita. Ela consegue passar esse sofrimento de ter um filho que pode morrer a qualquer momento e suas atitudes são racionais (diferente de outros filmes que transformam os pais em super protetores e burros). Virginia Madsen está perfeita em seu papel. Ela tem a força e a carga dramática necessárias para nos deixar de boca aberta.

Além dessa atmosfera cinzenta e pesada, temos as cenas assustadoras, envolvendo as assombrações. Neste quesito o filme também merece destaque. Os "fantasmas" que dão as caras no filme são horripilantes. Principalmente o garoto queimado. E o mais legal é o fato deles aparecem toda hora sem a família perceber, deixando o público apreensivo com o que acontecerá a seguir. É interessante poder testemunhar que algo perigoso estar perto, sem resultar em sustos falsos bobos. Os momentos tensos e assustadores só acontecem de maneira eficiente.

E como eu tinha dito antes, ele não se resume a uma "casa viva" ou "espírito vingativo", o roteiro vai muito além disso. Mostrando um passado realmente sombrio para o lugar ser do jeito que é. E quando pensamos saber de tudo, o roteiro dá mais uma reviravolta incrível e ainda mais assustadora. A aterrorizante cena final com o protagonista, onde as chamas começam a tomar conta da casa, é excelente e muito bem feita. O terceiro ato tem um poder enorme, conseguindo elevar ainda mais a qualidade do filme.

Como foi lançado a algum tempo, creio que a maioria já deve ter visto (ou pelo menos, ter ouvido falar). Para quem não conhecia ou não tinha se identificado com a história, procure assistir o quanto antes. Este filme é altamente recomendável. E a segunda parte - que não tem qualquer conexão com este - já foi lançado em VOD limitado. Quem quer ver mais um? OBS: Alguém mais lembrou de Horror em Amityville na cena do machado? Foi o que pensei.


Trailer Legendado:

Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. Realmente o filme é muito bom. Primeiro que eu assisti ele por saber que era baseado em fatos reais, não me decepcionei. Fiquei sem dormir no dia. Kkkkk.

    ResponderExcluir
  2. tambem gostei muito e concordo que o garoto com cancer deu um toque especial na trama do filme,achei nota 8 a 9

    ResponderExcluir