quinta-feira, 27 de junho de 2013

[Crítica] Terror no Pântano


Direção: Adam Green
Ano: 2006
País: EUA
Duração: 87 minutos
Título original: Hatchet

Crítica:

Não é um remake.
Não é uma sequência.
Não é baseado em um filme japonês.


Lançado em uma época em que a originalidade estava em falta, Terror no Pântano surpreendeu todos os amantes do gênero ao apresentar uma reformulação da velha fórmula de slashers na floresta (no caso, pântano). O filme se promoveu alegando que seguia as regras da velha escola do terror, o que era garantia de boas mortes usando apenas efeitos práticos. Junte todas essas promessas com alguns rostos conhecidos e veteranos do público - que, anos atrás, faziam sucesso em produções desse tipo -, e você terá uma produção que nasceu para se tornar um clássico moderno.

A história gira em torno da lenda de Victor Crowley, um menino deformado, que morre após uma brincadeira de mau gosto dar errada. Segundo a lenda, três meninos jogaram bombinhas dentro da casa para assustar o garoto, mas o resultado foi um incêndio, que acabou resultando em sua horrível morte. Acompanhamos então, um grupo de pessoas em um passeio "assombrado" de barco pelos pântanos da região. Não demora muito para o barco quebrar e os aventureiros perceberem que as águas são dominadas por crocodilos. Então não resta outra alternativa a não ser caminhar pela mata. Porém, eles não sabiam que algumas lendas são verdadeiras e que ninguém pisa no território de Crowley e consegue sair inteiro.

Já tive a oportunidade de assistir esse filme diversas vezes. Terror no Pântano é um dos meus grandes favoritos. Ele passa uma sensação de nostalgia incrível. É impressionante como o diretor,  Adam Green, consegue resgatar o clima dos velhos clássicos do terror. Todos os elementos estão presentes para alegrar os fãs de violência gratuita. Em tempos em que remakes são lançados aos montes, é bom ver que há algo aproveitável e original em desenvolvimento. São produções como essa que me tornam um apaixonado por esse gênero.

O primeiro detalhe que devo abordar são as mortes. Quem gosta de violência e sangue em abundância irá ficar de olhos brilhando. A mortes são extremamente violentas e exageradas e, o mais importante, sem nenhum efeito digital. Apesar de não ser contra o uso de efeitos em computação gráfica em algumas produções, confesso que é muito mais divertido ver uma produção preocupada em tornar toda a violência palpável. Fica bem mais convincente e o resultado final é sem igual. Dentre as mortes mais impressionantes, temos machadadas violentas (que acabam separando a pessoa em duas partes) e vários desmembramentos. O vilão tem uma força sobrenatural e consegue rasgar - literalmente - suas vítimas.

Outro ponto positivo do filme são os seus personagens. Obviamente, o maior destaque fica por conta do vilão, Victor Crowley. O vilão nasceu para se tornar um ícone. Desde sua caracterização até o seu trágico passado. Crowley certamente figura entre um dos vilões mais implacáveis do terror, não ficando nada atrás de Freddy ou Jason. Para reforçar ainda mais o elenco, as vítimas também se mostram bastante interessantes. A maioria deles é extremamente carismática. Há diversos personagens estereotipados que são repaginados no decorrer da trama. O roteiro usa o clichê ao seu favor e consegue inovar.

O mais legal é quando Victor Crowley faz sua primeira aparição na frente de todos. Logo no início. Diferente dos demais filmes do mesmo tipo, onde ocorrem algumas mortes e só depois de um tempo o pânico se instala, Terror no Pântano faz questão de deixar todos os seus personagens alertas da presença do vilão desde seu primeiro ataque, tornando o desenvolvimento ágil e com ritmo frenético. Por último, destaco os momentos hilários introduzidos pelo enredo. Apesar de ser um filme de terror, há espaço para diversas cenas e diálogos de humor negro. Certamente irá divertir a maioria. Se você ainda não assistiu, está esperando o quê? Não deve agradar a todos, mas é indicado especialmente para quem é fã de filmes antigos.


Trailer Legendado:

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Comentários
2 Comentários

Comentário(s)

2 comentários:

  1. uma pessoa ter a coragem de dizer que esse filme é bom e ter coragem de dar nota 9,5 pra ele kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, pena define

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  2. Filme muito bom,merece com certeza nota 9,5
    ou 10.

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