quinta-feira, 29 de outubro de 2009

[Crítica] A Maldição da Sétima Lua


Direção: Eduardo Sánchez
Ano: 2009
País: EUA
Duração: 86 minutos
Título original: Seventh Moon

Crítica:

As portas do inferno estão abertas.

Depois de mais de uma década de seu grande sucesso, A Bruxa de Blair, Eduardo Sánchez se aventura mais uma vez no gênero terror. O ruim de estourar em uma produção de sucesso, é justamente o fato de que, seu nome ficará preso para sempre com a obra, como uma assombração (vide M. Night Shyamalan com O Sexto Sentido). Apesar de ser sair bem nesta nova produção, o diretor não consegue abandonar velhos hábitos e, certamente, ainda não mostrou seu nome a outra produção de sucesso.

Na história, um casal vai para a China, para comemorar seu casamento e visitar a família do rapaz, que cresceu no país. No começo acompanhamos os protagonistas admirados com os habitantes do lugar fazendo sacrifícios (no bom sentido...por enquanto) e rituais para os espíritos.

A caminho da casa da família do protagonista, o motorista explica melhor sobre a cultura do lugar, e diz que estão na época dos fantasmas esfomeados (já ouvi essa frase no filme Espíritos Famintos). Época que o mundo vivos e dos mortos se cruzam e os espíritos podem andar entre os vivos.

Perdido no meio do nada, o motorista sai pela escuridão para buscar informações. Isso é só o começo do horror que os jovens irão passar. Com o motorista desaparecido por horas, os jovens ficam cada vez mais desorientados e desesperados, o clima de tensão aumenta quando pessoas começam a falar coisas ameaçadoras em outra língua.

O casal resolve fugir, mas para o azar deles uma série de coisas os fazem perder o controle do carro. Uma delas é a aparição de um cara todo machucado que parece ser um tipo de oferenda a alguma coisa. Logo, descobrimos que essas entidades são demônios que vêm a terra durante a sétima noite de lua cheia para se alimentar dos vivos.

Quando a luta pela sobrevivência começa, a tensão é muito grande. Afinal, o perigo que eles estão passando é totalmente desconhecido, impedindo que o espectador adivinhe o que irá acontecer a seguir.

Um ótimo filme, com bastante cenas de tirar o fôlego. Os maiores defeitos da produção são: o excesso de escuridão, tem horas que não dar para ver nada, e a câmera que insiste em tremer um TODAS as cenas. É, isso mesmo! Sánchez deve achar que ainda está fazendo um filme em primeira pessoa. A câmera deste filme mexe mais que a do Atividade Paranormal. Apesar disso, em algumas cenas, esse recurso encaixa perfeitamente e nos dá uma certa tensão.

E o que falar dos demônios? Estão assustadores, apesar de aparecerem pouco. Mas o pouco que aparecem já é o suficiente. Outro destaque fica por conta de Amy Smart, que interpreta a protagonista do filme, ela está muito bem em seu papel e conseguiu segurar essa posição de atriz principal com segurança, sem contar que sua personagem é ótima e não se limita em ficar apenas gritando, Melissa mostra-se uma garota forte (mais que o próprio marido). Um ótimo filme para ver de noite, recomendo. Nota 8,5.

Trailer:

Compartilhe
  • Share to Facebook
  • Share to Twitter
  • Share to Google+
  • Share to Stumble Upon
  • Share to Evernote
  • Share to Blogger
  • Share to Email
  • Share to Yahoo Messenger
  • More...
Comentários
0 Comentários

0 comentários:

Postar um comentário